segunda-feira, 17 de maio de 2010

É necessário o Equilíbrio


Nem tudo é alegria, como nos contos de Lobato;
nem é só pessimismo, tal afirmara Nietzsche.
Nem tudo é igual, como sonhara Luther King;
nem é só diferença, quanto supusera Hitler.

Nem tudo é fartura, como na utopia de Morus;
nem é só carência, tal previa Malthus.
Nem tudo é libido, como na ciência de Freud;
nem é tão político, quanto queria Brecht.

Nem tudo é esperança, como na coluna Prestes;
nem é só autoritarismo, tal ordenara Vargas.
Nem tudo é união, como na imaginação de Lennon;
nem é tão solitário, quanto o via Jean-Paul Sartre. 

Nem tudo é amor, como nos sermões de Cristo;
nem é só ódio, tal no fogo de Herodes.
Nem tudo é simplicidade, como a arte de Fellini;
nem é tão complexo, quanto explicara Einstein.

Nem tudo é perseverança, como o amor de Tereza;
nem é só vingança, tal bradara Khomeini.
Nem tudo é beleza, como nas telas de Van Gogh;
nem é tão banal, quanto dizia o velho Sade.

Nem tudo é glorioso, como a história de Pelé;
nem é só fé, tal filosofava Baha-ula.
Nem tudo é felicidade, como nos filmes da Disney;
nem é tão mau, quanto pensara Kierkegaard.

Nem tudo é pacifismo, como na ação de Gandhi;
nem é tão bélico, tal hoje aspira Bush.
Nem tudo é primavera, como previra Nostradamus;
nem é tão fácil, quanto ainda pensa Lula.

É que entre o preto e o branco
há milhões de furta tons
e há ainda outra imensidão de cores;

e entre o desprezo e a veneração
há mil formas de paixão
e muito mais formas de amores.

A virtualidade mata, em excesso.
É necessário equilíbrio,
para que a vida real continue existindo.

As melhores amizades ainda são aquelas
com as quais podemos sempre contar,
qualquer dia, em qualquer hora...
essas são as mais difíceis de encontrar.

Verdadeiramente raras.
Dessas, sinto falta.
Essas não tomam qualquer forma.
Essas dão forma à vida.

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